Camila Andrade Leal

    Camila Andrade Leal

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    Estudante de Direito

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    Camila Andrade Leal
    Camila Andrade Leal
    Comentário · há 12 anos
    Oi Luciano, minha intenção não foi defender os “direitos humanos dos criminosos” como disse outro colega, o adolescente que comete o crime não deve ficar impune, neste caso, como estabelece o ECA, deverá ficar internado (pena privativa de liberdade), em entidade exclusiva para adolescentes, em local distinto daquele destinado ao abrigo, obedecida rigorosa separação por critérios de idade, compleição física e gravidade da infração. Atingido três anos, o adolescente passará para o regime de semiliberdade e depois mais três anos de liberdade assistida, totalizando nove anos em que ficará sob observação do Estado, neste ínterim, caso cometa outro crime, deverá ser jugado e condenado como todo criminoso deveria ser. O que eu disse é que a lei existe e tem que ser posta em prática, senão gera esta insatisfação da sociedade e este sentimento de impunidade. Colocar estes jovens em cadeias comuns, levando em consideração que um dia eles também vão sair de lá, é o que me preocupa, pois sairão muito priores e mais violentos do que entraram.
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    Maciel Need
    Maciel Need
    Comentário · há 12 anos
    Caro Luciano,

    Ouso expor aqui a seguinte opinião:

    O seu enfoque é semelhante aos programas da “Band” e da “Record”, onde pessoas que dizem tantas coisas, incitam a mente das pessoas a pensarem que se modificar, simplesmente, a maioridade penal, para 16, 14, 13, ou 12, não importa para quanto, somente esta decisão irá corrigir as distorções sociais do Brasil.

    Os políticos, os ministros (todos), são entes à parte da sociedade. Normalmente com polpudos salários, privilégios, nada fazem para, pelo menos tentar; não digo resolver de plano, mas apontar para uma real solução. O único candidato à Presidência do Brasil, atual, também passou a fazer parte desse coro. (será pelo voto?)

    No exemplo em tela, compungido pelo fato ocorrido; se na família muito forte, se em um parente mais distante, menos forte, se a um vizinho, “menos menos” forte, se a uma família do interior de algum Estado da Federação, alheio a nossa convivência, apenas indignação, e por um período próximo à ciência da notícia.

    Em casos de grande repercussão na mídia, como o caso de “Isabella Nardoni”, a comoção pela atuação das emissoras de TV que deu um grande destaque, “todo mundo sofreu muito”, porém, hoje já é apenas uma “lembrança”, forte apenas para a família. Porém nada mudou.

    Na verdade os jovens são objetos do meio, e ao mesmo tempo modificando o meio pelo comportamento errado, por suas atitudes “bárbaras”.

    Se refletirmos um pouco, a escalada da violência contemporânea, da desvalorização do ser humano, no meu conceitos têm duas vertentes:

    A primeira:

    É a “desgraçada” vida da maioria das pessoas no Brasil, e quiça no mundo.

    A política de “tudo por dinheiro”, da classe política e da justiça, buscando o seu próprio bem-estar acima dos valores para os quais se dispuseram a laborar no País. Na verdade fazem parte, grande parte da “indústria da miséria e da hipocrisia”. Contaminam, obrigando as pessoas a trabalharem de uma maneira exacerbada, inclusive, impondo às mulheres a obrigação de ajudar a prover a casa, tirando delas a necessária condição de “mantê-las” cuidando do lar, dos filhos e do que deveria ser o seu provedor; ou seja, ser uma família.

    No mundo se faz a guerra, e se vende armas para gerar riquezas para alguns e mazela para muitos. Fome doenças, vida sub-humana, vidas abaixo da linha da pobreza.

    A segunda:

    Com o advento da TV, das “maravilhas” das novelas, incutindo na cabeça das pessoas que todos têm direito a tudo, a qualquer custo, tornando a família “algo não tão importante”. As mulheres, cada vez mais buscando a alegria e a satisfação da vida no trabalho, e infelizmente, na cultura do “corpo”, onde um simples pano encobre toda nobreza que deveria ser de uma mãe.

    Entre os mais pobre, as mulheres necessitando de “largar” os filhos ao deus-dará, claro que sempre muitos filhos, cada vez mais, cada uma mais miserável que as anteriores, com grande propensão de marginalização das crianças, pois as suas vidas são medíocres, desde a geração do seu ser.

    Carece de uma reflexão que passa pela mudança de conceitos e valores, esses, sim modificarão a realidade tornando desnecessária a diminuição da idade penal, diminuindo a população carcerária.

    Por hora, o pensamento que nos assola, não é o da redução da maioridade penal, e sim, o temor de sermos vítimas de nosso comportamento, de nossa própria cultura, da cultura do ser humano moderno, e daí, se pensarmos mais absurdamente, poderíamos questionar não da prisão, mas na “abdução” dos menores infratores.

    Sem um governo melhor, sem um judiciário mais empenhado em fazer justiça, sem mudar o conceito de cada um de nós, creio, de nada irá adiantar mudar, alterar a maioridade penal.
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